O livro dos medos
Heloisa Prieto (org.)
Editora Cia. das Letras
Infanto-Juvenil - 80 páginas
Capa e Projeto gráfico: Silvia Massaro
Ilustrações: Maria Eugênia

Eles são de muitas qualidades, como diz Riobaldo, o narrador-personagem do Grande sertão: veredas, e variam conforme o lugar, a época, a pessoa e a história da pessoa. Só uma coisa não varia: todo o mundo teve e continua tendo — e mais de um ao mesmo tempo.

Nesta coletânea, onze autores elegeram uma manifestação do medo e em torno dela desenvolveram histórias que são muito diferentes entre si, não só porque cada autor tem um estilo próprio de escrever, mas sobretudo porque este talvez seja o sentimento mais multifacetado que as pessoas podem experimentar.

Os medos que aparecem na hora de dormir são o tema de Mirna Gleich Pinsky. Daniel Munduruku fala sobre o medo do que não se vê. Silvinha Meirelles descreve certos medos pessoais e intransferíveis, como o medo de barata. Medo de ser mordida pelo crocodilo que comeu a mão do Capitão Gancho era o que apavorava Lilia Moritz Schwarcz. Medo da cidade é o que sente o personagem criado por Zélia Cavalcanti. Com conhecimento de causa, Milton Hatoum conta um caso sobre o medo de avião. Heloisa Prieto escreve sobre o medo de vampiro. Mônica Rodrigues da Costa e Edilamar Galvão fazem um poema divertido para apresentar o "ABC do medo". Paula Corrêa selecionou e traduziu algumas fábulas de Esopo em que o medo determina o comportamento dos personagens. E Otavio Frias Filho narra uma história sobre uma situação que muitas crianças conhecem: o medo de que os pais se separem.

Há medo para todos os gostos. Falar sobre eles — ou ler — é sempre uma forma de torná-los mais mansos.

Infanto-Juvenis

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