| Estão caindo sobre mim cacos sem peso porque retorno em quedas sobre os braços volto ao espaço circunscrito, mas me teme meu corpo lento e bioquímico no escuro, e lentamente sei que me dissolvo aos quinze miligramas, seca em queda de paralisia quantificável.
Silêncio
Silêncio de resposta e sangue ainda 5.10.72 |
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Ainda o gato vigia e expõe as unhas e segura o instrumento que o revira e finge deitar-se sobre a letra e nela cobrir sua barriga. O desenho que te peço tu cobriste de não saber, e rasgaste a paixão súbita pelo animal e a incerteza de escrevê-la. O gato que não soubeste tem cheiro concreto e se enrodilha concreto e morde e saltas contornando os meus pêlos e colo inseguro com cheiros e manchas e pele presa no espaço recortado em gatos pretendidos. 2.10.72 |