
| O gato desaparece do poema feito de leitura ensanguentada e surda. Coisa química transpondo o louco crescimento endurecido. Ruptura anseios de ter gato e escapá-lo das cabeças das medusas e desenhá-lo nas escarpas dos seus pulos e neles arrastar o sal espesso dos seus pêlos umedecidos pela espera, e a dor de não poder cindir a noite, nem o dia, nem estranhamente sumir às vistas do monstro e sem saber fluindo entrar nesse poema.
d’après Jorge de Lima |
O gato era um dia imaginado nas palavras conforme os gastos diários pensamentos o gato era um dia como um futuro e enterro temido dos palmares. O gato era excluso do meu tempo e arranhava em espaços esse dia o gato era gato que não símbolo e símbolo que não era nesse dia o gato era o dia sem poeta redividindo em dias os seus saltos que dia a dia seriam de montanhas e desenhos e escritos que parassem o dia do gato que seria e o salto futuro do poeta.
d'après Jorge de Lima |