CRONOLOGIA
| 1889 | 23 de junho: Ana Andréevna Gorenko, terceira de cinco filhos, nasce na Ucrânia, no mar Negro, em Bolchói Fontán, um elegante subúrbio de Odessa. |
| 1890 | Julho: a família Gorenko muda-se para Pávlovsk, então Tsárkoie Seló, perto de Petersburgo, e passa os verões no mar Negro. |
| 1903 | Ana conhece o jovem poeta Nicolai Gumilióv, que passa a cortejá-la ardorosamente. |
| 1905 | Verão: o casal Gorenko se separa. Andréi Gorenko, engenheiro naval, muda-se para
Petersburgo; Ina Gorenko, mãe de Akhmátova, leva as crianças para Evpatoria, no mar
Negro. Inverno: Ana Gorenko começa a escrever poesia, adotando o nome da avó materna, Akhmátova. |
| 1906 | Outono: Akhmátova inicia, em Kiev, seu último ano de ginásio. Inverno: Gumilióv publica um de seus poemas na Sirius, uma pequena revista literária fundada por ele em Paris. |
| 1907 | Akhmátova inscreve-se na Faculdade de Direito de Kiev. Transfere-se mais tarde para
Petersburgo, onde irá cursar Literatura e História. |
| 1909 | Novembro: Akhmátova concorda em se casar com Gumilióv. |
| 1910 | Gumilióv mostra a Akhmátova o manuscrito A arca de cipreste, uma coletânea de poemas líricos de Innokenti Annenski, estudioso dos clássicos e diretor do ginásio de Tsárkoie Seló. Akhmátova fica profundamente comovida e impressionada. |
| 1910 | 25 de abril: Akhmátova e Gumilióv casam-se perto de Kiev. Nenhum membro da família
dela está presente. O casal passa a lua-de- mel em Paris. Junho: os Gumilióvs se instalam em Tsárkoie Seló. Setembro: Gumilióv viaja para a Abissínia (atual Etiópia) em sua expedição científica. |
| 1911 | Março: Gumilióv retorna. O casal visita Paris mais uma vez, onde Akhmátova conhece
Modigliani. Outono: de volta a Tsárkoie Seló, os Gumilióvs desfrutam a vida literária.
Gumilióv e outros jovens poetas fundam uma Associação de Poetas, cujos membros,
originalmente quinze, decidem romper com o simbolismo. Em pouco tempo, seis deles
Gumilióv, Akhmátova, Mandelstam, Gorodetski, Narbut e Zenkevich passam a se
autodenominar acmeístas, termo proposto por Gumilióv. |
| 1912 | Primavera: publicação da primeira coletânea de poemas de Akhmátova, Entardecer. Gumilióv e Akhmátova viajam para a Suíça e Itália. 1.o de outubro: nasce o filho do casal, Lev Nicolaievich. |
| 1913 | Primavera: Gumilióv parte mais uma vez para a África como diretor de uma expedição
financiada pela Academia de Ciências. |
| 1914 | Publicação da segunda coletânea de poemas de Akhmátova, Rosário. O livro
alcança grande sucesso popular. Agosto: eclode a Primeira Guerra Mundial. Gumilióv se alista como voluntário e é mandado para a frente de batalha. |
| 1915 | Agosto: morre em Petersburgo o pai de Akhmátova. Outono: Akhmátova, com tuberculose, passa algum tempo em um sanatório perto de Helsinque. |
| 1916 | Fevereiro: Akhmátova conhece o artista e mosaicista Boris Anrep por intermédio de
Nicolai Nedobrovo, crítico de arte e bom amigo. Muitos dos poemas do terceiro volume de
Akhmátova, Rebanho branco, são dedicados a Anrep. Akhmátova passa o inverno no Sul, perto de Sebastopol, por causa de sua doença. |
| 1917 | Fevereiro: Akhmátova e Gumilióv se separam. Explode a Revolução e se estabalece o governo provisório de Kerenski. Akhmátova fica com amigos em Petersburgo (chamada de Petrogrado durante a Primeira Guerra e mais tarde renomeada como Leningrado). Outubro: Lênin e os bolcheviques tomam o poder. Inverno: publicação do terceiro livro de poemas de Akhmátova, Rebanho branco. |
| 1918 | Agosto: Akhmátova e Gumilióv se divorciam. Outono: Akhmátova se casa com Vladímir Chileiko, um assiriologista. Logo depois passam a ocupar um cômodo na Fontánni Dom (Casa da Fontanka). É um tempo de privações, frio e fome. |
| 1919 | Tem início a guerra civil. Os bolcheviques per-seguem os opositores do novo regime
soviético. |
| 1920 | Akhmátova se emprega como bibliotecária no Instituto de Agronomia. |
| 1921 | Akhmátova deixa Chileiko. A guerra civil termina mas a inquietação social continua. |
| 1921 | 7 de agosto: morre Aleksandr Blok, o principal poeta simbolista. 25 de agosto: Gumilióv é executado sob a acusação de ter tomado parte numa conspiração contra o novo regime. Publicação de Capim, o quarto livro de poemas de Akhmátova. |
| 1922 | Publicação do quinto livro de poemas de Akhmátova, Anno Domini MCMXXI. Janeiro: Maiakóvski, o principal poeta futurista, denuncia publicamente a poesia de Akhmátova. 20 de setembro: Chukovski, em uma conferência intitulada Duas Rússias, confronta a poesia futurista de Maiakóvski com a poesia pré- revolucionária de Akhmátova. Embora ele veja um lugar para ambos nas letras russas, as autoridades pensam cada vez mais de modo diferente. |
| 1924 | Morte de Lênin e emergência de Stálin, que vai solidificar seu poder no final da
década. Verão: Akhmátova retoma a amizade com Óssip Mandelstam e conhece Nadejda Mandelstam. |
| 1925 | Primavera: Nadejda Mandelstam e Akhmátova, ambas com tuberculose, ficam juntas em uma
clínica em Tsárkoie Seló. Trinta e dois dos poemas de Akhmátova aparecem em uma antologia; são os últimos publicados na União Soviética até 1940, embora seus livros anteriores continuem a ser reimpressos por refu-giados políticos. |
| 1926 | Akhmátova passa a morar no apartamento de Nicolai Punin, historiador e crítico de
arte, na Casa da Fontanka. Lá moram também a esposa dele, Ana Arens, médica, e a filha
do casal, Irina. Akhmátova inicia seu estudo crítico de Púchkin. |
| 1928 | Akhmátova e Chileiko divorciam-se oficialmente. |
| 1929 a 1933 |
Uma resistência camponesa generalizada ao plano de coletivização de Stálin é
refutada com execuções, deportações e privações deliberadas; milhões de pessoas
morrem. |
| 1930 | Suicídio de Maiakóvski. |
| 1932 | Criação da União dos Escritores Soviéticos, sob rígido controle do Partido
Comunista. |
| 1934 | 13 de maio: Óssip Mandelstam é preso e sua família vai para o exílio em Cherdyn.
Akhmátova arrecada dinheiro para eles entre os amigos. Dezembro: assassinato de Serguéi Kirov, oficial do Partido. São feitas prisões em massa, entre elas a do jovem Lev Gumilióv, que acaba sendo libertado. O terror se intensifica. |
| 1935 | Punin e Lev Gumilióv são presos, sendo soltos em seguida. |
| 1936 | Akhmátova publica o ensaio O Adolfo de Benjamin Constant e a
'Criação de Púchkin. Visita os Mandelstams em Vorôniej. |
| 1937 | Auge do terror. Milhões de pessoas são detidas e enviadas para campos de
concentração. |
| 1938 | 10 de março: Lev Gumilióv é preso mais uma vez. Fica detido em Leningrado e é
solto dezessete meses mais tarde. 1.o de maio: nova prisão de Mandelstam. 27 de dezembro: morte de Mandelstam em um campo de concentração. |
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