1935 Composição do ciclo poético Réquiem, que se estende até o ano de 1940.
1939 Marina Tzvietáieva, que emigrara para Paris em 1922, volta para a União Soviética.
1940 Akhmátova e Tzvietáieva encontram-se pela primeira vez. A proibição da poesia de Akhmátova, em vigor desde 1925, é suspensa.
Verão: publicação de De seis livros, uma seleção dos primeiros livros de Akhmátova e alguns poemas novos.
Outono: a antologia é recolhida das livrarias e tem as vendas proibidas.
Outubro: Akhmátova sofre seu primeiro ataque cardíaco.
1941 22 de junho : a Alemanha invade a União Soviética. Agosto: Tzvietáieva suicida-se após o fuzilamento do marido e a prisão da filha em um campo de concentração.
Setembro: Akhmátova faz um pronunciamento no rádio dirigido às mulheres de Leningrado, então sitiada, encorajando-as.
Outubro: por determinação do Comitê Central do Partido Comunista de Leningrado, Akhmátova é expulsa para Moscou; ela toma então seu próprio rumo e vai para Tachkent, uma cidade no Usbe-quistão. Consegue um cômodo e recebe permissão para que Nadejda Mandelstam e a mãe morem na mesma casa.
1942
a
1944
Akhmátova faz leituras de poemas em hospitais. Contrai tifo e, depois de curada, tenta voltar para Leningrado.
1943 Publicação, em Tachkent, de Poemas seletos, uma edição rigorosamente censurada.
1944 Maio: Akhmátova voa de Tachkent a Moscou, onde faz um recital de poesias no auditório do Museu Politécnico. A ovação do público, de pé, a faz temer possíveis represálias políticas.
Junho: Akhmátova voa para Leningrado.
1945 Maio: Vitória sobre a Alemanha.
Akhmátova passa a ocupar dois cômodos na Casa da Fontanka.
Lev Gumilióv, que fora libertado do exílio para lutar na guerra, junta-se a ela.
Outono: encontro de Akhmátova com Isaiah Berlin, primeiro-secretário da embaixada britânica em Moscou. A visita, uma longa e estimulante troca de idéias, tem repercussão. Depois da segunda visita de Berlin, em 5 de janeiro de 1946, Akhmátova, que estava sendo vigiada desde sua volta a Leningrado, percebe em seu quarto a presença de microfones.
1946 Publicação em Moscou, igualmente censurada, de Poemas seletos.
14 de agosto: O Comitê Central do Partido Comunista censura a revista Zvezda (Estrela) e fecha a revista Leningrado por terem publicado os trabalhos de Akhmátova e de Mikhail Zoshchenko. O decreto expurgando Akhmátova e Zoshchenko por “envenenar as mentes da juventude soviética” foi redigido por Andréi Jdanov, o “cão de guarda” cultural de Stálin. Decretos similares, atingindo o cinema e a música, seguiram-se a esse.
Publicação de Poemas 1909-1945.
1949 30 de setembro: prisão de Punin.
6 de novembro: Lev Gumilióv é mais uma vez detido, ficando preso até 1956. Para Akhmátova, a causa da prisão estaria em seu encontro com Berlin em 1945.
1950 Akhmátova publica “Em louvor da paz”, um ciclo de poemas propagandísticos, na esperança de ajudar o filho. Rogou que fossem omitidos de suas obras completas.
1952 Forçada a deixar a Casa da Fontanka, Akhmátova muda-se para um apartamento em Krasnaia Konitsa com membros da família Punin.
1953 Punin morre em um campo de prisioneiros na Sibéria.
5 de março: morte de Stálin.
1955 Maio: Akhmátova recebe uma pequena dacha em Komarovo, um vilarejo perto de Leningrado.
1956 Fevereiro: o “discurso secreto” de Kruchóv sobre Stálin, no XX Congresso do Partido, inaugura um descongelamento geral e uma “reabilitação” de intelectuais em desgraça. Lev Gumilióv é posto em liberdade.
Outubro: as insurreições na Hungria e na Polônia põem um fim à tendência liberalizante.
1958 Publicação severamente censurada de Poemas de Akhmátova, obra que também contém traduções de várias línguas orientais.
Boris Pasternak é forçado a recusar o Prêmio Nobel pelo romance Doutor Jivago.
1960 Morte de Pasternak.
1961 Publicação de mais um livro censurado de Akhmátova, Poemas 1909-1960.
1963 Publicação de Réquiem na cidade de Munique.
1964 Agraciada com um prêmio literário italiano, Akhmátova viaja para Taormina.
1965 Primavera: Akhmátova viaja para a Inglaterra para receber o título "honoris causa” da Universidade de Oxford. Revê velhos amigos que haviam emigrado para Londres, Paris e Estados Unidos.
Publicação de O vôo do tempo, uma coletânea já menos censurada.
1966 Akhmátova morre em uma casa de convalescência perto de Moscou e é enterrada em Komarovo.


Do livro "Anna Akhmátova: Réquiem"/Art Editora Ltda./Coleção Toda Poesia 10/1991.



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