| Somente
a Lua e nós dois
Numa
certa casa de chá
(Era outono e estavas tão linda)
Dissemos adeus...
Em teus cabelos enluarados,
Pousei meus sonhos;
Nas tuas faces, róseas romãs,
Deitei meus beijos
E dediquei, (somente a ti)
Febris desejos, liras pagãs
Recordar-te-ei,
por toda a vida
Daquele jeito
Quando eu pensava que,
Ad infinito, seria teu dono...
Doce perfume, flor de açucena
Infiltrava a noite
E impregnava todo o meu corpo
E me embalava o sono
Até o sol tocar-me o rosto em
Claras manhãs...
Que estranha noite
Eterna e triste, a do nosso adeus
E agora que as sombras dos anos
Desataram os nós...
Sinto medo de perder-te nas brumas
Do esquecimento
Pois quase não me lembro mais
Como era o teu sorriso
E o som da tua voz
Nunca mais amei;
Só me entreguei
Ao que a saudade alcança;
E se às vezes penso
Que a tua lembrança
Partirá pra sempre
Deixando-me no abandono,
Saio pela noite
E vou mirar de longe
Aquela Casa de Chá
Do Luar de Outono.
Maria
das Neves Alves Braga
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A poeta e escritora Maria da Neves Alves Braga compôs
este belíssimo poema em homenagem à Casa de Chá do
Luar de Outono, o que nos deixa honrados e... muito felizes!!!!!
Obrigada, linda poeta, que a Lua esteja sempre a lhe inspirar e iluminar
seus caminhos.
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